Reportagem

Imagens que falam

O impossível não existe

020_523514886

O argentino Maximiliano Ezequil Matto nasceu com os membros inferiores e o braço direito atrofiados. Embora os médicos tivessem dito, quando ele era criança, que passaria o resto dos dias na cama, Maximiliano jamais aceitou o impossível como resposta. Aos 12 anos, decidiu que faria natação – e que seria um atleta de categoria internacional. Conseguiu as duas coisas: nadar bem e ser reconhecido como competidor de alto nível. Ganhou diversos campeonatos continentais e um sem-número de medalhas. Na foto desta página, ele treina na piscina de aquecimento da Rio-2016. Sua nova meta é ainda mais ambiciosa: cruzar o Canal da Mancha a nado.

Elas sobreviveram a um genocídio

020_601954568

As jogadoras de vôlei sentado de Ruanda, que nesta foto aparecem perfiladas durante a execução do hino nacional de seu país antes da partida contra a China, fizeram história no Rio. Pela primeira vez, uma nação africana participou do torneio feminino. Apesar do desempenho tímido (perderam por 3 a 0), as africanas saíram ovacionadas da quadra. Muitas delas são sobreviventes do genocídio de 1994, de extremistas hutus contra tutsis. Claudine, a craque do time, tinha 4 anos quando perdeu a perna esquerda ao pisar em uma mina. Outras atletas têm tragédias parecidas para relatar. “Perdemos a partida, mas sei que sou uma vitoriosa”, disse Claudine.

De cabeça

000_g17eg

Brian Bell, jogador de basquete em cadeira de rodas, cai durante a partida contra o Irã na Rio-2016. Como no basquete convencional, neste esporte os americanos também são imbatíveis. Eles faturaram com folga o ouro paraolímpico, superando os espanhóis na final. A modalidade começou a ser praticada por soldados americanos feridos na Segunda Guerra Mundial e faz parte do programa paraolímpico desde a primeira edição do evento, em 1960. O Brasil também brilhou no torneio. Terminou em quinto lugar, a sua melhor classificação na história.

Recomendações para você