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Os jogos da inspiração

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Dezessete dias depois da cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos do Rio, o Maracanã receberá outra festa, a abertura da 15ª Paralimpíada. Assim como seu irmão mais velho, o evento também vai consagrar grandes campeões e emocionar o público do mundo inteiro. Mas não só isso. Os Jogos Paralímpicos, maiores e mais populares a cada nova edição, possuem um poder inigualável: o da inspiração.

Ver atletas extraordinários, apesar das mais variadas limitações físicas, brilhando nas pistas, nas piscinas e nos campos do Rio, certamente vai levar muitas pessoas com as mesmas condições a descobrir que é possível superar qualquer barreira, por maior que ela seja. “Os Jogos Paralímpicos não são um fim, mas um passo adiante, pois colocam a questão da acessibilidade na mídia e na agenda das autoridades”, diz Andrew Parsons, presidente do CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro). “O principal legado é aquele que esperamos que se torne ainda mais impactante, que é a mudança de percepção em relação à capacidade das pessoas com deficiência. Não tenho dúvida de que o esporte é um grande agente disso.”

Os Jogos do Rio vão reunir, entre 7 e 18 de setembro, cerca de 4.350 atletas de 176 países, 12 a mais do que em Londres-2012. O número de modalidades também cresceu, passando de 20 para 22 com a inclusão no programa do triatlo e da canoagem. O evento carioca dará prosseguimento a uma tradição surgida no fim dos anos 1940 na cidade de Stoke Mandeville, na Inglaterra, onde um médico chamado Ludwig Guttman decidiu iniciar no esporte soldados feridos na Segunda Guerra Mundial. Tempos depois, o próprio Guttmann, um judeu alemão que fugiu de seu país durante a guerra, criou um evento anual em Stoke Mandeville para difundir a prática esportiva entre deficientes. Foi o embrião dos Jogos Paralímpicos como conhecemos hoje.

Para o público brasileiro, a Paralimpíada do Rio será uma oportunidade única de apoiar atletas que estão na elite mundial do esporte, como os corredores Alan Fonteles e Terezinha Guilhermina e o nadador Daniel Dias. Se nos Jogos Olímpicos o País travou uma luta inglória para se infiltrar entre os grandes, nos Paralímpicos isso já é uma realidade. Em Londres-2012, o Brasil foi o sétimo colocado no quadro geral de medalhas, com impressionantes 43 idas ao pódio. A tendência é que esse número cresça no Rio, especialmente após o anúncio da exclusão, pelo Comitê Paralímpico Internacional, da Rússia, às voltas com um esquema de doping apoiado pelo próprio governo.

Acompanhe a seguir o guia completo do evento esportivo mais inspirador do planeta.

Orúgbi em cadeira de rodas é um dos esportes que ajudam a tirar o “coitadismo” da paralimpíada. A disputa é bruta, com choques, quedas e combates acirrados

Orúgbi em cadeira de rodas é um dos esportes que ajudam a tirar o “coitadismo” da paralimpíada. A disputa é bruta, com choques, quedas e combates acirrados

As categorias de deficiência

Nos Jogos Paralímpicos, cada modalidade é dividida por categorias, estabelecidas de acordo com o grau de deficiência do competidor. A ideia básica é impedir que um atleta com deficiência leve dispute uma prova com outro que tenha um problema mais grave. Isso, obviamente, geraria desequilíbrio. As categorias variam de esporte para esporte. Em alguns casos, as divisões e subdivisões podem gerar mais de dez classes. É assim no atletismo, que conta com mais de 40 delas.

Luis Carlos Cardoso, que garantiu vaga no caiaque após conseguir melhores resultados que o ex-BBB Fernando Fernandes

Luis Carlos Cardoso, que garantiu vaga no caiaque após conseguir melhores resultados que o ex-BBB Fernando Fernandes

As modalidades

_Atletismo: tem provas de pista (corridas) e de campo (saltos, lançamentos e arremessos). Deficientes visuais, dependendo do grau de deficiência, podem correr com a ajuda de guias

_Basquete em cadeira de rodas: as dimensões da quadra e a altura da cesta são as mesmas do basquete convencional

_Bocha: é praticada por atletas com alto grau de paralisia cerebral ou tetraplegia que usam cadeira de rodas

Canoagem: estreante nos Jogos Paralímpicos, a modalidade conta com provas de caiaque e canoa havaiana

_Ciclismo: há competição em pista e estrada. Atletas com deficiência visual usam bicicleta tandem (dois lugares), com um guia

_Esgrima em cadeira de rodas: a modalidade (com espada, sabre e florete) é restrita a atletas com deficiência locomotora

_Futebol de 5: exclusivo para deficientes visuais da classe B1 (cegos totais). A bola tem guizos para produzir sons e o goleiro não é deficiente visual

_Futebol de 7: modalidade para atletas com paralisia cerebral, é disputada em um campo menor do que o de futebol convencional

_Goalball: esporte para deficientes visuais disputado por três jogadores de cada lado e uma bola com guizos. Os jogadores atuam deitados

_Hipismo: apenas a prova de adestramento é disputada nos Jogos Paralímpicos. Os cavalos também são premiados com medalhas

_Judô: disputado exclusivamente por atletas com deficiência visual. Eles devem ficar o tempo todo em contato físico um com o outro

_Levantamento de peso: diferentemente da versão convencional do esporte, os atletas levantam o peso deitados em um banco

_Natação: a modalidade é disputada por atletas com diversos tipos de deficiência e não permite o uso de próteses

_Remo: a divisão por categorias depende dos membros usados para impulsionar o barco (só os braços, braços e tronco ou braços, tronco e pernas)

_Rúgbi em cadeira de rodas: os atletas podem conduzir a bola sobre as pernas, quicá-la ou passá-la. É uma modalidade mista (homens e mulheres jogam juntos)

_Tênis de mesa: essa modalidade pode ser disputada por atletas cadeirantes, amputados ou com deficiência intelectual

_Tênis em cadeira de rodas: o jogador pode deixar a bola quicar em sua quadra duas vezes antes de rebatê-la (no tênis convencional, é só uma vez)

_Tiro com arco: dependendo do tipo de deficiência, o atleta pode atirar sentado, em pé ou em uma cadeira de rodas

_Tiro esportivo: dependendo da classe, o atleta pode utilizar um suporte para a arma. Há uma classe para atiradores com deficiência visual

_Triatlo: assim como a canoagem, estreia nos Jogos no Rio. É aberta a atletas cadeirantes, amputados e deficientes visuais

_Vela: modalidade praticada por atletas com todos os tipos de deficiência, é uma das poucas em que homens e mulheres competem juntos

_Vôlei sentado: a quadra mede pouco mais da metade da quadra de vôlei convencional. A rede fica a 1,15 m (homens) ou 1,05 m (mulheres) do chão

Terezinha-Guilhermina-Atleta-0039

Terezinha Guilhermina, “a cega mais rápida do mundo”, também desembarca no Rio com status de favorita nas provas de pista do atletismo

Os locais de disputa

Cerimônia de abertura_Maracanã

Atletismo_Estádio Olímpico (Engenhão) e Forte de Copacabana

Basquete em cadeira de rodas_Arena Olímpica do Rio e Arena Carioca 1

Bocha_Arena Carioca 2

Canoagem_Estádio da Lagoa

Ciclismo de estrada_Pontal

Ciclismo de pista_Velódromo Olímpico do Rio

Esgrima em cadeira de rodas_Arena da Juventude

Futebol de 5_Centro Olímpico de Tênis

Futebol de 7_Estádio de Deodoro

Goalball_Arena do Futuro

Hipismo_Centro Olímpico de Hipismo

Judô_Arena Carioca 3

Levantamento de peso_Rio Centro-Pavilhão 2

Natação_Estádio Olímpico Aquático

Remo_Estádio da Lagoa

Rúgbi em cadeira de rodas_Arena Carioca 1

Tiro com arco_Sambódromo

Tiro esportivo_Centro Olímpico de Tiro

Triatlo_Forte de Copacabana

Tênis de mesa_Riocentro-Pavilhão 3

Tênis em cadeira de Rodas_Centro Olímpico de Tênis

Vela_Marina da Glória

Vôlei sentado_Riocentro-Pavilhão 6

Os astros brasileiros

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_Daniel Dias natação O atleta de 28 anos acumulou 15 medalhas entre os Jogos de Pequim-2008 e Londres-2012 (dez de ouro, quatro de prata e uma de bronze). Ganhou três vezes o prêmio Laureus, o “Oscar do esporte”, em 2009, 2013 e 2016. Atua nas categorias S5, SB4 e SM5 (todas para atletas com limitações físico-motoras)

_André Brasil natação Um dos maiores nomes do esporte paralímpico do País, o nadador de 32 anos é dono de dez medalhas em Paralimpíadas (sete de ouro e três de prata), conquistadas em Pequim-2008 e Londres-2012. Compete nas categorias S10, SB9 e SM10 (todas para atletas com limitações físico-motoras)

_Phelipe Rodrigues natação Competidor das categorias S10, SB9 e SM10, o atleta de 26 anos ainda busca seu primeiro ouro em Jogos Paralímpicos. Obteve duas pratas em Pequim-2008 e uma em Londres-2012

_Terezinha Guilhermina atletismo Uma das maiores atletas paralímpicas da história do Brasil, a velocista de 37 anos tem seis medalhas em Jogos Paralímpicos (três de ouro) e 12 em Mundiais (oito de ouro). Na categoria T11 (para deficientes visuais), é a recordista mundial dos 100 m e dos 400 m

_Shirlene Coelho atletismo Recordista mundial do lançamento de dardo na classe F37 (para paralisados cerebrais), tem obtido, apesar dos 35 anos, grandes resultados no lançamento de disco e no arremesso de peso. No lançamento de dardo, ganhou ouro em Londres-2012 e prata em Pequim-2008

_Silvânia Costa atletismo Atleta de 29 anos da categoria T11 (para deficientes visuais), é a recordista mundial do salto em distância. Nessa modalidade, conquistou a medalha de ouro no Mundial de Doha, em 2015

_Yohansson do Nascimento atletismo No Mundial de Doha, no ano passado, o velocista de 28 anos conquistou a medalha de ouro nos 200 m e a de prata nos 100 m na categoria T45 (para amputados). Em Jogos Paralímpicos, ganhou ouro nos 200 m e prata nos 400 m em Londres-2012

_Alan Fonteles atletismo Um dos principais velocistas do planeta, é o atual recordista mundial dos 100 m (10s57) e dos 200 m (20s66) rasos da categoria T43 (para corredores amputados). Nos Jogos de Londres, com apenas 20 anos, ganhou a medalha de ouro nos 200 m

_Odair Santos atletismo Aos 35 anos, o fundista da classe T11 (para deficientes visuais) é um colecionador de medalhas. Só em Jogos Paralímpicos, foram sete (três de prata e quatro de bronze), em provas que vão dos 800 m aos 10.000 m. É o recordista mundial dos 800 m

_Maciel Santos bocha O jogador de 30 anos consagrou-se nos Jogos de Londres-2012 com a medalha de ouro na categoria individual da classe BC2 (atletas com paralisia cerebral que não podem receber assistência). No Pan de Toronto-2015, ganhou ouro na competição individual e na por equipes

Os astros estrangeiros

_Jason Smyth atletismo Assim como o superastro jamaicano Usain Bolt na Olimpíada, o irlandês de 29 anos foi campeão dos 100 m e dos 200 m rasos nos Jogos de Pequim-2008 e repetiu a façanha em Londres-2012. Participante da categoria T12 (para deficientes visuais), é o atleta paralímpico mais veloz do planeta

_Omara Durand atletismo Se Jason Smyth é o homem mais rápido do universo paralímpico, a atleta cubana de 24 anos desfruta desse status entre as mulheres. Omara é a favorita absoluta a conquistar a medalha de ouro nos 100 m e nos 200m rasos na categoria T12 (para deficientes visuais) nos Jogos do Rio

_Shaun Norris basquete em cadeira de rodas Um dos maiores nomes da modalidade nos últimos anos, o australiano de 31 anos foi fundamental para sua equipe ganhar o ouro em Pequim-2008 e a prata em Atenas-2004 e Londres-2012. Em 2014, fez uma média de 17,2 pontos por jogo no Mundial, conquistado por sua equipe

_Alex Zanardi ciclismo Ex-piloto de Fórmula 1 e Fórmula Indy, categoria na qual foi campeão duas vezes, o italiano virou atleta paralímpico após perder as pernas em um acidente durante uma corrida. Ganhou duas medalhas de ouro no ciclismo de estrada em Londres-2012. Aos 49 anos, espera repetir a dose no Rio

_Sarah Storey ciclismo Uma das maiores atletas paralímpicas da Grã-Bretanha, a ciclista de 38 anos começou a trajetória esportiva na natação, mas se consagrou ao abraçar sua modalidade atual. Tornou-se uma heroína em seu país ao ganhar quatro medalhas de ouro em Londres-2012, duas no ciclismo de pista e duas em provas de estrada

_Sherif Otham levantamento de peso O egípcio de 33 anos é um astro de sua modalidade, tendo sido campeão paralímpico em Pequim-2008 e Londres-2012 e mundial em 2010 e 2014, na categoria até 56 kg. No ano passado, subiu para a categoria até 59 kg e rapidamente quebrou o recorde mundial

_Lee Pearson hipismo O britânico de 42 anos tem uma incrível coleção de medalhas paralímpicas. Em Sydney-2000, Atenas-2004 e Pequim-2008, ganhou sempre três de ouro (individual, por equipes e estilo livre). Em Londres-2012, conquistou “apenas” uma medalha de ouro, além de uma de prata e uma de bronze

_Ramona Brussig judô A alemã de 39 anos é uma espécie de “dona” da categoria até 52 kg. No Rio de Janeiro, ela vai lutar por sua quarta medalha paralímpica, tendo conquistado o ouro em Atenas-2004 e Londres-2012 e a prata em Pequim-2008. Ramona nunca saiu de uma edição dos Jogos sem uma medalha

_Shingo Kunieda tênis em cadeira de rodas O maior nome de sua modalidade nos dias de hoje e um dos maiores da história. No ano passado, em que perdeu apenas dois jogos, o japonês de 32 anos conquistou três títulos de Grand Slam e terminou a temporada como número um do mundo. Tentará ganhar no Rio sua terceira medalha de ouro paralímpica individual

_Zahra Nemati tiro com arco A iraniana, que está com 31 anos, fez história no começo de agosto ao competir nos Jogos Olímpicos do Rio, no qual foi porta-bandeira de seu país. Ex-praticante de taekwondo, ela ficou paraplégica aos 19 anos, em decorrência de um acidente. Na Paralimpíada de Londres-2012, ganhou uma medalha de ouro e uma de prata

Os brasileiros que podem despontar para a fama

_Bruna Alexandre tênis de mesa A competidora de 21 anos, da categoria 10 (para atletas com capacidade de andar), conquistou o bronze no torneio individual e no de equipes do Mundial da China, em 2014

_Verônica Hipólito  atletismo Ex-praticante do atletismo olímpico, migrou para o paralímpico em 2013, após sofrer um AVC (Acidente Vascular Cerebral). Na classe T38, a atleta de 20 anos ganhou ouro nos 200 m e prata nos 100 m do Mundial de Lyon-2013

_Ítalo Gomes natação Prestes a completar 21 anos, o atleta das classes S7, SB6 e SM7 (todas para nadadores com limitações físico-motoras) ganhou bronze nos 100 m peito no Mundial de Glasgow-2015

_Alex Pires atletismo Conquistou três medalhas (duas de prata e uma de bronze) em provas de meio fundo e de fundo no Mundial de Lyon, em 2013. Tem 26 anos e compete na classe T46 (para amputados)

_Daniel Martins atletismo Aos 20 anos, o atleta da categoria T20 (para deficientes intelectuais) já tem no currículo um título mundial dos 400 m, conquistado em Doha, em 2015

_Lorena Spoladore atletismo Mesmo tendo apenas 19 anos, já conquistou em Mundiais um ouro (Lyon-2013) e uma prata (Doha-2015) no salto em distância, na categoria T11 (para deficientes visuais)

_Luís Carlos Cardoso canoagem Com 31 anos, começou no esporte em 2009 e já construiu um currículo impressionante na modalidade. É tricampeão mundial na prova de canoa e campeão uma vez no caiaque

_Petrucio Ferreira atletismo Aos 18 anos, é uma das novidades da equipe brasileira da modalidade. É o recordista mundial dos 200 m e das Américas dos 100 m na classe T47 (para amputados de braço)

_Mateus Evangelista atletismo Recordista mundial do salto em distância na classe T37 (para paralisados cerebrais), o atleta de 22 anos ganhou ouro nessa prova, nos 100 m e nos 200 m no Parapan de Toronto-2015

_Matheus Rheine natação Competidor nas categorias S11, SB11 e SM11 (todas para atletas com deficiência visual), o nadador de 23 anos tem quatro medalhas em Mundiais (três de prata e uma de bronze), nos 100 m e nos 400 m livre

Dez momentos imperdíveis dos Jogos do Rio

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O time brasileiro de futebol de 5
Fotos: Reprodução
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Atleta paralímpico mais forte do mundo, o iraniano Siamand Rahman
Fotos: Reprodução
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Tricampeã paralímpíca na disputa individual da classe 10 do tênis de mesa, a polonesa Natalia Partyka
Fotos: Reprodução

_O alemão Markus Rehm, o “Blade Jumper”, campeão mundial do salto em distância na classe T44 (para amputados), pode superar a marca do campeão olímpico da modalidade. Nos Jogos do Rio, o americano Jeff Henderson ganhou o ouro com 8,38 m. O recorde de Rehm é 8,40 m

_Lenda do esporte paralímpico, a americana Tatyana McFadden, dona de 11 medalhas na história dos Jogos, vai tentar se tornar a primeira a completar cinco provas do atletismo, que vão dos 100 m à maratona

_O basquete Masculino em cadeira de rodas terá
um superclássico logo na fase de grupos. O confronto entre Austrália e Canadá colocará frente a frente os finalistas dos três últimos Jogos. Em Atenas-2004 e Londres-2012, deu Canadá. Em Pequim-2008, vitória da Austrália

_O time brasileiro de futebol de 5 colocará em jogo sua incrível hegemonia em Jogos Paralímpicos. O Brasil ganhou a medalha de ouro em todas as edições do evento desde Atenas-2004, quando a modalidade entrou no programa, sem jamais ter perdido uma partida

_No goalball Masculino, o Brasil terá a chance de uma segunda vingança contra a Finlândia, para quem perdeu na final
de Londres-2012 por 8 a 1. A primeira foi no Mundial de 2014, em que os brasileiros bateram os finlandeses por 9 a 1

_Atleta paralímpico mais forte do mundo, o iraniano Siamand Rahman, do levantamento de peso, espera levar a medalha de ouro na categoria acima de 100 kg, mas não só isso. Ele pretende atingir a marca de 300 kg (o recorde mundial, que é dele mesmo, é 296 kg)

_Uma das grandes atrações dos Jogos será a luta do brasileiro Antonio Tenório para elevar ainda mais seu status de lenda paralímpica. Primeiro judoca a conquistar quatro ouros consecutivos nos Jogos, ele tentará obter seu quinto título

_Tricampeã paralímpíca na disputa individual da classe 10 do tênis de mesa, a polonesa Natalia Partyka vai colocar em jogo uma invencibilidade impressionante: ela não perde uma partida no evento desde 2008. Partyka também competiu nos Jogos Olímpicos do Rio

_A Paralimpíada do Rio deverá marcar a despedida do sueco Jonas Jacobsson, maior nome da história do tiro esportivo paralímpico. Ele estreou no evento em 1980, quando tinha apenas 15 anos, e desde então acumulou incríveis 17 medalhas de ouro

_A maior rivalidade do vôlei sentado masculino é entre Irã e Bósnia-Herzegovina. Desde Sydney-2000, apenas esses dois países disputam a decisão do ouro em Jogos Paralímpicos (com vitória iraniana em Sydney-2000 e Pequim-2008 e bósnia em Atenas-2004 e Londres-2012). As duas potências da modalidade vão se enfrentar na primeira fase no Rio

Os maiores medalhistas dos Jogos*

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Trischa Zorn EUA, natação

46 medalhas (32 de ouro, 9 de prata e 5 de bronze)

Heinz Frei Suíça, atletismo, ciclismo e esqui cross-country
32 medalhas (14 de ouro, 7 de prata e 11 de bronze)

Ragnhild Myklebust Noruega, biatlo, esqui cross-country, corrida de trenó e hóquei em trenó
27 medalhas (22 de ouro, 3 de prata e 2 de bronze)

Jonas Jacobsson Suécia, tiro
26 medalhas (17 de ouro, 1 de prata e 8 de bronze)

Roberto Marson Itália, atletismo, esgrima e natação
26 medalhas (16 de ouro, 7 de prata e 3 de bronze)

Reinhild Moeller Alemanha, atletismo e esqui alpino
23 medalhas (19 de ouro, 3 de prata e 1 de bronze)

Gerd Schoenfelder tAlemanha, esqui alpino
22 medalhas (16 de ouro, 4 de prata e 2 de bronze)

Mayumi Narita Japão, natação
20 medalhas (15 de ouro, 3 de prata e 2 de bronze)

Beatrice Hess França, natação
19 medalhas (15 de ouro e 4 de prata)

Mike Kenny Grã-Bretanha, natação
16 medalhas (16 de ouro)

* Incluindo os Jogos Paralímpicos de Inverno

A evolução do Brasil nos Jogos

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